sábado, 18 de novembro de 2017



MEMÓRIAS. Torres Vedras.

Desenho-colagem realizado no Rio de janeiro em novembro de 2017

Fui convidada pela Câmera Municipal de Torres Vedras em Portugal para participar do evento Arte no Centro organizado pelo arquiteto e desenhista André Duarte Baptista. Um projeto de fortalecimento de práticas artísticas inclusivas que acontece regularmente na cidade no mês de outubro. Viva!


Inicialmente atuei como formadora (instrutora) e participante do 3º Encontro Internacional de Desenhadores de Rua. Desenhistas de diferentes nacionalidades encontram-se para desenhar juntos em diferentes workshops, cada qual com uma dupla de formadores. 
No meu caso, tive como parceiro o grande aquarelista português Augusto Pinheiro e oferecemos o workshop Encontro de Linguagens – traço e aquarela– para dois grupos.

A experiência como formadora foi marcante. A parceria com Augusto expressou sintonia e complementariedade de conhecimentos e vivências, o que contribuiu para uma oficina com forte engajamento dos participantes e com resultados frutíferos.

A oficina seguinte foi dada para os alunos do curso de arquitetura da universidade Lusófona. Nesse encontro o objetivo foi despertar o envolvimento e a participação dos alunos em relação a observação em sketches. Trata-se de uma estratégia relevante, principalmente, para uma geração conectada com os meios digitais. Acredito que essa atividade tenha contribuído para o entendimento da necessidade da observação atenta e da concentração para desenvolvimento de habilidades no âmbito do desenho.

Nathalia Sá Cavalcante e Augusto Pinheiro formadores do workshop Encontros de Linguagens

Nathalia Sá Cavalcante e Augusto Pinheiro formadores do workshop Encontros de Linguagens


Nos outros dias participei dos workshops de colegas desenhistas usufruindo de diversas propostas interessantes de desenvolvimento do desenho (sketches) de observação direta. Em cada uma das propostas experimentei e descobri outras possibilidades em relação ao desenho que me ajudaram a fortalecer o meu trabalho e abriram portas para novos aprendizados. Foi extremamente gratificante o ambiente de trocas, de solidariedade e de amizade que esse encontro ofereceu. Uma atmosfera harmônica para o aprimoramento de conceitos, de técnicas e também de formas de estarmos no mundo.

Tive pela primeira vez a oportunidade de participar de uma tertúlia com os formadores que fizeram parte do Encontro. A palavra tertulha, particularmente, tem um sentido afetivo ligado a minha infância e as palavras de parentes nordestinos que contavam sobre as tertulhas ou festas cearenses (nordeste do Brasil). Nesse caso, a tertulha foi uma conversa, entre os participantes do encontro, trocando as impressões vividas e os aprendizados. Um momento para pensarmos juntos e podermos saborear um pouco desse experiência tão intensa e significativa. Senti que nesse momento os significados encontraram-se pela via do clima alegre e entusiasmado.

Workshop ministrado por Simon Taylor e Monia Abreu.  Também participei dos workshops
dados por Pedro Cabral/Pedro Alves, Patrízia Estévez/Pedro Sardinha, Isabel Alegria/Pedro Mendes.

Tertúlia com os formadores do 3º Encontro Internacional de Desenhadores de Rua

Fotos tiradas ao final de alguns encontros no 3º  Encontro Internacional de Desenhadores de Rua

Durante a semana seguinte fiz a Residência Artística e atuei como formadora em Oficinas de Inclusão Social pela Arte. A Residência Artística consiste na elaboração de desenhos da cidade de Torres Vedras como registro gráfico de lugares, pessoas, ações e o que possa representar um pouco do cotidiano da cidade.

Contei com o apoio dos organizadores e envolvidos que contribuíram muito para o sucesso das oficinas. Em cada uma dessas oficinas propus a elaboração de livro-sanfona com a representação das lembranças da infância e de sonhos para o futuro reunidos em uma mesma folha de papel dobrada. Os adolescentes e pré-adolescentes participaram desenvolvendo ideias criativas a partir da singularidade de cada aluno.

Fiquei muito contente de poder conhecer um pouquinho do cotidiano do ensino de Torres Vedras e interagir com professores e alunos locais.


Espaço Cultural Porta 5. Apoio de Ana Dulce Avelino, Joana Alves, Catarina Gomes

Porta 5 – grupo de pré-adolescentes com etnia cigana

Escola Padre Vítor Melicias. Alunos da profa. Anna Maria Cláudio.
Aluno com baixa visão acompanhado da Profa. Olga Fortunata Daniel

Escola Básica Maxial com prof. João Batalha e as representantes
da Câmara Municipal Torres Vedras, Joana Alves e Catarina Sobreiro



Escola Básica Maxial prof. Paulo Carocinho

Também participei com desenhos na Exposição Coletivo Brasil: exposição coletiva de artes visuais na Paços Galeria Municipal com curadoria de Lauro Monteiro. Foi um momento de emoção poder compartilhar um pouco do meu trabalho em outro país. O retorno recebido me surpreendeu e me forneceu ainda mais motivação apara continuar trabalhando e me desenvolvendo.

Desenhos de Nathalia Sá Cavalcante expostos na Paços Galeria Municipal

Paços Galeria Municipal

Apresentação oral do curador da exposição Lauro Monteiro, da vereadora
da cidade Ana Umbelino e dos artistas participantes da exposição Coletivo Brasil.

Os dias em Torres Vedras foram intensos, com muito trabalho. Artistas plásticos, arquitetos, designers gráficos, ilustradores e outros profissionais encontram-se e muitas trocas foram estabelecidas. A experiência de inclusão por meio do desenho, também significou um desafio estimulante e gratificante. A oportunidade em participar da exposição Coletivo Brasil –  junto com outros de artistas brasileiros – ampliou ainda mais a parceria cada vez mais forte entre Brasil e Torres Vedras.

Agradeço profundamente a todos que participaram de alguma forma dessa experiência tão especial e significativa para o meu aprimoramento como desenhista, para o meu trabalho como professora e, para a minha experiência pessoal e humanística.







sábado, 19 de agosto de 2017


A Cidade Vermelha



Uma cidade com as cores da terra, construções retangulares, fachadas com poucos detalhes sem janelas e com portas grandes que se diferenciam pelo grau de exuberância e detalhes. Por dentro das portas, encontra-se jardins, água e decoração das mais simples às mais sofisticadas. O calor é imenso e sufocante. A Medina é a parte antiga que fica entre muros e guarda histórias, tradições, costumes e sinais do mundo globalizado. As motocicletas e bicicletas no trânsito confuso tornam a caminhada pelas ruazinhas da Medina um desafio. Essa mistura de cores, cheiros, labirintos, falas, situações começa a construir minhas primeiras sensações em Marrakech.


domingo, 2 de julho de 2017

Que susto!


Como esse semestre passou rápido! Já estamos em julho! Percebo o tempo passando muito rápido e também, a alegria e as dores de tantas realizações. O desenho tomou conta não só do meu coração mas também do tempo possível (e as vezes até do tempo impossível...). 

Organizei duas Oficinas no Jardim Botânico. Rio em Desenhos: traço e aquarela (prefiro mil vezes a palavra portuguesa ÁGUArela! Adoro o seu som e sentido!). Eu fiquei com a parte de traço e o grande, João Catarino, ministrou os exercícios de "aguarela". Dois sábados junto à natureza, ao desenho, aprendendo, convivendo, trocando... Depois participei do workshop dado pelo João em Paraty. Um mundo dos sonhos!

A parceria com a querida Monica Claro, desenhista e diretora do Parque do Martelo foi incrível! Ofereci um workshop Desenhando as Árvores do Caminho do parque. Cada um de nós – crianças, jovens, adultos – escolheu desenhar pelo menos uma árvore do parque em papéis do tamanho A5 e depois juntamos tudo em um só livro "sanfona". Também desenhei ao som do lindo Sarau do Quarteto Atlântico. Além disso, conseguimos realizar encontros para desenhar Modelo Vivo e trocar ideias sobre os desenhos produzidos. A força do grupo, das conversas e a junção de tantos quereres... Tudo muito lindo! Alimento mais do que necessário para o momento tão difícil que o Brasil está passando.

Participei de dois encontros do Urban Sketchers Rio: um dentro do Teatro Municipal e outro no Mosteiro de São Bento. Lugares maravilhosos para desenhar e contemplar... palavra esquecida nesses tempos de consumo rápido e descarte das experiências mas me sinto bem, nesse caso, em estar contra a corrente... E continuando a navegar pelas ondas da liberdade, me juntei ao grupo do Risco Livre no gramado do Parque Lage num lindo domingo de sol.

O desenho de observação me encanta por iluminar minhas experiências cotidianas e fazê-las significativas. A cada traço, um outro olhar para o mundo. Assim sigo com os meus desenhos do cotidiano perambulando por ai e descobrindo outras possibilidades no caminho.

Também fico, às vezes, com vontade de passear pelos labirintos da imaginação e misturo as formas observadas com traçados inventados que, em geral, não buscam sentido. Não tenho vontade de dar nomes a esses desenhos pois não quero que sejam nada mais do que desenhos. Outro dia, porém, precisei inventar títulos para acompanhar os trabalhos em uma futura exposição. Paradoxos da vida...



Desenho de imaginação 



Rio em Desenhos: traços - março 2017



Rio em Desenhos: aquarela - abril 2017



Workshop João Catarino em Paraty embaixo de um Jequitibá



Oficina Desenhando as árvores do caminho - maio 2017

Livro coletivo Desenhando as árvores do caminho - maio 2017



Programa do Sarau do Quarteto Atlântico - junho 2017




Encontros de Desenhos: Modelo Vivo - maio 2017



Teatro Municipal USK Rio - maio 2017


Mosteiro de São bento USK Rio - junho 2017



























quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017


"Jaqueca", batuque e alegria!


Por incrível pareça, a moqueca de jaca foi aprovadíssima! Não tem gosto de jaca e parece um tipo de palmito... delícia... preparada com muito amor. As sementes viraram castanhas e os gomos crus, sobremesa. Uma refeição completa!. Além disso, o ensaio do bloco Batuque do Martelo, cantoria e conversa gostosa num lindo dia de verão. 
Obrigada pelo convite! Esse é o Rio que amamos!



"Fadinha que distribui estrelinhas de felicidades..."   Rio, 12 de fevereiro de 2017



Debulhando a jaca com várias mãos grudentas...  Rio, 12 de fevereiro de 2017




Rio, 12 de fevereiro de 2017




Sambinha e muito mais...  Rio, 12 de fevereiro de 2017



Preparo da moqueca.   Rio, 12 de fevereiro de 2017



Achei um selo do Carnaval do Rio de 1970!   Rio, 12 de fevereiro de 2017



Forrei a capa do meu caderno com tecido "carne seca" 
(mata-borrão de estampas) de Cataguases, Minas Gerais. 



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017


Desenhando o Rio que Amamos

Casa de Rui Barbosa. Um canto tranquilo no agitado bairro de Botafogo.


















Rio, 1 de fevereiro de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017


Desenhando o Rio que Amamos

Uma vista linda do Rio! Desenhamos no museu da Chácara do Céu em Santa Tereza em uma tarde linda de verão. Foi também um momento de encontrar amigos do passado, do presente e do futuro... Um clima de paz e alegria tão necessário nos dias atuais.
























25 de janeiro de 2017